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Cobogós de Pernambuco

Cobogós de Pernambuco
Fotos: Josivan Rodrigues

Completando quase um século do desenvolvimento desse símbolo da arquitetura moderna brasileira que nasceu no Recife, o Cobogó é um acrônimo de Coimbra, Boeckmann e Góes, sobrenome de seus idealizadores, que tinham um objetivo em comum: substituir os tijolos de argila de forma a evidenciar a estética, baratear seu custo e aumentar sua funcionalidade garantindo um aproveitamento da luz e ventilação naturais. Tudo isso de uma forma criativa, propondo uma solução resistente e acessível.

Apesar de ter sido patenteado em 1929, sua principal aplicação só foi feita seis anos depois pelo arquiteto Luiz Nunes na caixa d’água de Olinda. A partir daí, “a superfície inteligente”, como chama o Professor Antenor Vieira, passou a ser utilizado em projetos oficiais e construções populares em todo o Brasil.

Cobogós de Pernambuco
A presença do Cobogó na paisagem gráfica de Recife e Olinda é marcada por memórias e identificação cultural que se propagaram de tal forma, que hoje, encontramos o artefato aplicado em diferentes formas e materiais que não se limitam mais ao cimento e à construção, mas se ramifica entre aplicações que vão desde a arquitetura, mobiliário e vestuário, em materiais como madeira, porcelana, cerâmica e fibras.

A serventia do Cobogó é plural e a Vitalina quer fazer parte dessa história que é nossa, levando no coração e no pé esse pedacinho da nossa cultura até vocês. 

Confira nossa Coleção Cápsula de Primavera 2021, Vitalina Cobogó.

 

Texto: Jamilly Miscenas

Fonte: Cobogós de Pernambuco, Josivan Rodrigues (2013).